sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Damascos

Mexia a fruta nos dedos e ria. Estava num campo aberto, e o sol fazia sombras divertidas.
Não é incrível? Não é incrível que em tantos anos de existência, eu nunca havia visto um damasco fresco?
Era tão difícil de encontrar que eu já cogitara a possibilidade dos damascos nascerem desidratados nas árvores.
Mas não. Parecia um pêssego.
O vento bateu mais forte e entrou pelo meu nariz, imponente. Deveriam inventar um perfume com essência de grama recém-cortada. Ou de iminência de chuva. Ou um travesseiro com a textura de focinho de cavalo.
As pessoas ao redor me olhavam.
Eu estava rindo sozinha. De novo.

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