Ela teria que andar pelos próximos 50 minutos. O céu estava laranja e amarelo, lindo. Logo escureceria, e ela tinha que atravessar a ponte. Imaginou-se andando pela ponte, sozinha, num começo de noite. Ficou apreensiva. Mas ainda não era hora de pensar na ponte, e ainda nem tinha escurecido.
“Merda de mania de pensar no futuro, e não no presente”.
Pensou em outra coisa. Algo do presente que pedia sua decisão pro futuro.
Não sabia se chorava ou ria. Escolheu por rir, porque parecia a atitude mais agradável. Então, riu. Riu de gargalhar, porque a situação era mesmo ridícula.
Não pareceria tão ridícula nas próximas 48 horas. Pelo menos ela não riria mais daquilo.
Que fazer? Que fazer?
E não era óbvio? O sol havia sumido. Ela devia fazer o mesmo.
Quando atravessou a ponte, já estava escuro.
Mas havia outras pessoas fazendo o mesmo, e ela não correu perigo algum.
0 comentários:
Postar um comentário