quarta-feira, 11 de julho de 2012

Soneto escrito aos 15 anos (talvez 16)

Há algo insopitável chamado Tempo
Nem vós nem vossa ciência o podem impedir
Somos folhas fendidas e secas ao vento
Oscilando e temendo cair

O tempo que passou sem destreza
E cobriu de terra a pessoa amada
É o mesmo tempo que cobriu a tristeza
E curou sua alma inflamada

Tempo que muda gostos
E definha paixões ardentes
Tempo que apaga rostos
Vidas, marcas e mentes

Poderia algo a ti sobreviver?
Palavras e rimas não podem morrer.

Fernanda Braite


(Soneto encontrado perdido, mas muito vivo, entre folhas esquecidas)

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