sexta-feira, 3 de julho de 2009

Quando fui humana e quase virei glândula


Quando o Comandante me pedir um relatório de como foi viver novamente uma encarnação na raça humana, vou publicar um livro com o título acima.

É impossível o que uns hormônios são capazes de fazer. Tenho a impressão que se um míssel teleguiado matasse todas as pessoas que eu amo, mas eu recebesse uma boa dose de serotonina, tudo estaria bem. Ao mesmo tempo, se eu ganhasse na mega-sena acumulada, mas continuasse com a escassez ou excesso errado dessas substâncias malditas, a vida continuaria parecendo uma bosta.

Então, as pessoas deviam parar de se perguntar qual é a chave para a felicidade. Tá certo que forçar felicidade pode ser meio "Admirável Mundo Novo", mas eu não me importaria nem um pouco com uma dose de SOMA agorinha mesmo!!!

Por que raios dizem que as mulheres são complicadas?? Ou melhor, deixa eu tirar as outras da história: pq acham que EU sou complicada?? Eu não sou mais complicada que uma tireóide ou uma supra-renal. Nada que um bom livro de anatomia não explique com detalhes.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

QUEM FOI O INFELIZ QUE ME DISSE QUE NÃO DOÍA FAZER TATUAGEM???


Bom, pelo menos ficou legal. Posso riscar isso da minha lista de coisas que quero fazer antes de morrer... (confira parte da lista abaixo. Ela ainda está em construção, e obviamente os números são mera organização, já que não há uma ordem)

1- Pular de para-quedas
2- Voar de asa-delta
3- ... (riscado)
3- Ir a uma praia de nudismo
4- Plantar uma árvore (riscado)
5- Escrever um livro
6-Fazer uma tatuagem (riscado)
7- Ser uma repórter famosa
8- Receber um Pulitzer de jornalismo
9- Ter um abissínio
10- Fazer um documentário
11-Participar de um filme
12- Receber um Nobel
13- Ter uma filha
14- Conhecer as pirâmides do Egito
15- Conhecer o Stonehenge
16- E por último, mas não menos importante: DOMINAR O MUNDO!!! Muah...muah.. MUAHUAHUAHUAHUA (risada maléfica) 
 

 

terça-feira, 7 de abril de 2009

Identificação...


"E Morgana sabia que nunca mais teria a possibilidade de procurar além de si mesma conforto ou conselhos, ela só poderia encontrá-los dentro de si. Nenhuma sacerdotisa, nenhuma profetisa, druida ou conselheiro, nenhuma Deusa para quem se voltar; ninguém, a não ser o ente desorientado que era ela própria"

segunda-feira, 23 de março de 2009

Pauta feita e caída!

Porcaria... Duas semanas de trabalho árduo, para um mísero pró-reitor acabar com a minha pauta por pura politicagem ridícula e mesquinha!

ABAIXO O PRÓ-REITOR!!!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Sentindo...

... uma mistura de medo, vergonha, angústia e ansiedade... Aquela louca vontade de sair correndo, correr, correr, correr, não importa para que direção. 

Inveja do Forrest Gump.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Onda

Era uma época de inferno astral, só podia ser.  Ia passar, ela sabia que ia. E gostaria de não duvidar da própria força, de ter certeza de tudo que era capaz, da mesma forma que algumas pessoas tinham certeza da força dela. 
O futuro assusta... Ela queria, às vezes, ter a visão de como seria toda a sua vida, até o fim, para depois não se arrepender das coisas. Mas uma vida tão certinha seria divertida? Como queria saber se seria mais feliz se chutasse o balde e mudasse tudo... Mas, como saber? Não conseguia decidir direito que cor de roupa usaria, quanto mais uma coisa dessas.
Seria assim tão catastrófico se acabasse? Se tudo mudasse? Sim, durante um tempinho. Definição de tempinho: alguns meses. Depois, ela já sabia que poderia superar qualquer coisa. Será?
Ela se olha no espelho e cada dia vê uma pessoa diferente. Umas bonitas, outras feias, umas gordas, outras magras demais, umas independentes, outras inseguras, umas inteligentes, outras burras... Qual delas decidiria qual caminho seguir? Ou ninguém decidiria nada? A vontade dela era sentar na areia e esperar para ver o que a maré a obrigava a fazer. Se a onda a faria nadar ou ir pra terra. 
Algumas coisas a assombravam. Ela ficava o tempo todo imersa nas coisas e acontecimentos, tomando goladas de angústia pelo o que devia fazer, o que realmente faria e se essas duas coisas coincidiam.  Lhe deram 3 meses pra esperar a maré... Mas ela nao queria, porque tinha medo que o mar a engolisse. De que adiantaria todo o esforço para manter-se de pé, se a previsão era de maremoto? 
Não seria. As coisas podem mudar, elas mudam. E faria mudar. Mudaria aquilo, nem que fosse a porretada. Daria um jeito, daria um jeito de tudo ser como queria. E, se não fosse, se o mar mesmo assim insistisse em carregá-la, que assim seja. 
Ela levantou a cabeça e decidiu o que faria. Lutaria. Se morreria na praia ou não, é uma outra história.  

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Por que tão irônica?

A vida gosta de ser irônica. Ela adora. Às vezes acho que ela brinca com a gente. Se for isso, vida,  devo te dizer que acho seu humor de um extremo mau gosto. 
Aos 13, talvez cedo demais, descobri que o coração é um músculo ingrato. Muito ingrato. Não tenho estima alguma por ele. E, para qualquer um que goste de poesia, o cérebro é o órgão opositor a esse músculo bombeador de sangue e de tristeza, não é? Pois eu era fã do cérebro. Ele dá inteligência e se recupera de coisas incríveis. Certo? ... Errado. Tudo farinha do mesmo saco. Tão ingrato quanto o primeiro.  Será que o corpo humano inteiro é assim? Um amontoado de órgãos ingratos que pifam do nada? E enquanto os órgãos deles pifam, eu sou obrigada a ficar aqui, com o coração e o cérebro, ambos doloridos.  
Além da ironia de me provar que o cérebro também é um sacana, a vida repete a mesma história. Não acho outro motivo para isso, a não ser rir da minha cara. Talvez não. Talvez ela não queira rir, talvez só goste de ser dramática. Mas tinha que ser quase na mesma época? Tinha que ser do mesmo jeito? Tinha que ser voltando do sítio? Tinha que ser semanas antes da festa enorme de aniversário que faríamos pra ele? Por quê? Por que é assim tão cruel comigo? Se seu objetivo é brincar, por favor, brinque com outras ironias. Sei lá, faça minha mãe jurar que vai chover e fazer frio, e eu bater o pé dizendo que não e, assim que eu estiver no meio da rua, sem casaco nem guarda-chuva, caia a maior tempestade depois da vista por Noé e eu me molhe dos pés à cabeça. Faça eu não ir com a cara de alguém e, dias depois, essa pessoa virar minha melhor amiga. Essas sim, são ironias saudáveis! Faça uma dessas, faça qualquer outra coisa. Mas, por favor, pare de me tirar as pessoas desse jeito. De soprá-las como velas. 
Eu sei, é o ciclo da vida. É normal. E ainda vou ouvir muitos "ele está melhor agora", ou "era a hora dele" e blábláblá. Eu sei disso tudo. Também sei que chegarei lá, verei todo o sofrimento exacerbado de uma família muito emotiva, e esse sofrimento vai me fazer ter uma leve inveja de quem se foi, por não estar vendo isso. Sei lá se não vêm. Talvez vejam. Não consigo mais raciocinar direito. Culpa do cérebro novamente. 
E eu ainda tenho que escrever duas matérias sobre golfinhos...